Frentes de trabalho
Cinco serviços, contratados juntos ou separados. Abaixo, o que cada um inclui e o documento que fica com a empresa no fim.
Levantamento da operação
Oito visitas à fábrica, entrevistas individuais com encarregados e leitura das ordens de produção de seis meses. Entrega: caderno com o fluxo do pedido desenhado e a lista de travas encontradas.
Plano de trabalho para o ano
A partir do levantamento, a tabela de mudanças dividida por trimestre: o que muda, quem responde, em que data e qual documento encerra a etapa. Apresentado em reunião de duas horas.
Acompanhamento da implantação
Reuniões periódicas com direção e encarregados enquanto o plano anda, ata curta no mesmo dia, tabela atualizada à vista e revisão do que ficou parado.
Relatórios gerenciais
Montamos o punhado de indicadores que a fábrica olha toda semana — prazo de entrega, retrabalho, parada de máquina — em uma folha só, com quem preenche e em que dia.
Formação de encarregados
Quatro encontros com quem chefia turno: conduzir a passagem de turno, cobrar sem brigar, registrar o combinado. O material impresso fica com a empresa.

O que acontece em cada uma das oito etapas
Nenhuma etapa termina em promessa: todas terminam em papel que dá para abrir, ler e discordar. Abaixo, o que é entregue ao fim de cada uma.
Conversa de partida
Noventa minutos com a direção para entender o que incomoda hoje e o que já foi tentado antes. Sai uma página com o recorte do trabalho e a agenda das visitas.
Visita ao chão
Dois dias de acompanhamento na produção, em turnos diferentes. Voltamos com o caderno de campo e as fotos combinadas previamente com a chefia.
Entrevistas internas
Oito conversas individuais de quarenta minutos. Cada uma segue o mesmo roteiro de perguntas, e o roteiro fica com a empresa no fim.
Leitura dos papéis
Ordens de produção, fichas técnicas, controle de compras e a agenda de manutenção dos últimos seis meses, lidos linha a linha.
Desenho do fluxo
O percurso do pedido desenhado em uma folha só, com os pontos de espera marcados e o tempo médio anotado ao lado de cada um.
Caderno e reunião de devolução
Documento impresso e em arquivo, apresentado em duas horas para direção e encarregados juntos. As objeções da sala entram na versão final.
Plano de dez semanas
Uma tabela com a lista de mudanças, o responsável de cada uma, a data e o documento que fecha a linha. Nada entra sem dono.
Acompanhamento
Nove reuniões de uma hora ao longo do plano, com ata curta enviada no mesmo dia e a tabela atualizada à vista de todos.
Três maneiras de contratar a casa
A tabela abaixo mostra em que situação cada formato costuma servir e o que fica com a empresa ao fim dele.
| Formato | Duração | O que fica com a empresa | Preço |
|---|---|---|---|
| Leitura inicial | Duas visitas |
| R$ 710 |
| Plano completo | Dez semanas |
| R$ 3.180 |
| Acompanhamento do ano | Doze meses |
| R$ 6.890 |
O que a direção pergunta antes de fechar
As dúvidas que aparecem em quase toda primeira conversa, respondidas sem rodeio.
Marcar a primeira conversaA equipe vai achar que estamos sendo fiscalizados?
É a preocupação mais comum e ela tem fundamento. Por isso a visita é anunciada antes pela direção, as entrevistas são voluntárias e o caderno final não atribui fala a ninguém. Quem não quiser conversar não conversa, e isso não muda nada no trabalho.
Precisamos parar a produção enquanto vocês estão aqui?
Não. O acompanhamento acontece com a fábrica andando, porque é justamente o movimento normal que interessa. As entrevistas são marcadas em horário combinado com o encarregado.
E se a nossa papelada for uma bagunça?
É o caso mais frequente e não atrapalha. Trabalhamos com o que existe, inclusive com o caderno de anotações do encarregado. O estado dos papéis já faz parte do quadro.
Quem da nossa parte precisa participar?
Uma pessoa da direção como interlocutora fixa, os encarregados de cada setor nas entrevistas e alguém do administrativo para abrir os arquivos. Somando tudo, costuma dar oito pessoas.
Vocês executam as mudanças ou só escrevem o plano?
Escrevemos o plano e acompanhamos a execução em reuniões periódicas, mas quem executa é a equipe da casa. Procedimento escrito por gente de fora e entregue pronto não sobrevive ao terceiro mês.
O plano serve para uma empresa que não é indústria?
Serve. A ordem de trabalho é a mesma para comércio, serviço ou distribuição; muda o que se acompanha e com quem se conversa.
A primeira conversa não custa nada e dura noventa minutos
Conte o que incomoda hoje e o que já foi tentado. Saímos dessa conversa com uma página escrita sobre o recorte do trabalho — e você decide depois.